GRI 101-1 Políticas para deter e reverter a perda de biodiversidade
A Bracell considera a biodiversidade um tema material estratégico, integrando políticas, compromissos e programas voltados para a preservação florestal, prevenção ao desmatamento e recuperação de áreas degradadas. Em nosso compromisso de longo prazo, o Bracell 2030, destacamos metas específicas (saiba mais no conteúdo GRI 2-22 Declaração sobre estratégia de desenvolvimento sustentável).
Essas iniciativas visam potencializar os impactos positivos das operações, enquanto mitigam ou minimizam possíveis efeitos negativos. A Bracell mantém um levantamento atualizado de aspectos e impactos socioambientais, identifica riscos antes das operações, monitora impactos regularmente para medir a evolução do processo e avaliar a necessidade de ações estratégicas, e avalia produtos quanto à segurança, saúde e meio ambiente.
Nossas iniciativas para deter e reverter a perda de biodiversidade incluem programas de restauração ecológica, como o plantio de espécies nativas em Áreas de Preservação Permanente (APPs), fundamentais para a proteção dos recursos hídricos e hábitats naturais. Também investimos na criação e manejo de corredores ecológicos, promovendo a conectividade entre ecossistemas e a preservação da fauna e flora.
O monitoramento da biodiversidade, realizado periodicamente, tem o objetivo principal de identificar a diversidade de espécies nas áreas de operação da Companhia. Os dados obtidos devem ser utilizados para avaliação crítica, a fim de aperfeiçoar o processo e práticas de manejo, com foco em minimizar os impactos das operações da Bracell e contribuir com a conservação da diversidade biológica.
A Bracell cumpre rigorosamente as legislações ambientais, adota medidas preventivas contra incêndios florestais e realiza avaliações contínuas de aspectos e impactos socioambientais, envolvendo todas as áreas operacionais. Além disso, identifica e avalia impactos antes do início das atividades, monitora continuamente os efeitos de suas operações e avalia riscos ambientais e sociais de seus produtos.
Ações que integram a gestão de riscos e prevenção de impactos potenciais à biodiversidade
Nossas políticas aplicam-se tanto às atividades internas quanto às relações de negócios, abrangendo fornecedores diretos da organização. Elas estão, ainda, alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e ao Marco Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal. Isso inclui:
- Monitoramento regular da fauna (anual na Bahia e trienal em São Paulo) e da flora (bianual na Bahia e quinquenal em São Paulo) devido a possíveis variações decorrentes do manejo florestal;
- Plantio de eucalipto exclusivamente em áreas anteriormente ocupadas por culturas agrícolas ou pastagens, sem conversão de florestas nativas, conforme política da empresa (leia mais no conteúdo GRI 3-3 Gestão do tema material Biodiversidade e Ecossistemas);
- Monitoramento de potenciais impactos em áreas adjacentes, como Áreas de Preservação Permanente (APP) e Reserva Legal (RL), com uso de imagens de satélite, drones e inspeções em campo;
- Não introdução de espécies invasoras, pragas e patógenos, e não promoção de mudanças em processos ecológicos fora da faixa natural de variação;
- Realização da análise da qualidade da água em unidades de manejo representativas, a fim de monitorar possíveis alterações em suas características físico-químicas, para verificar se essas ocorreram em decorrência das operações florestais, visando prevenir, minimizar e mitigar os impactos negativos sobre os corpos d’água (leia mais no conteúdo GRI 3-3 Gestão do tema material Biodiversidade e Ecossistemas);
- Manipulação e sinalização de produtos químicos de acordo com a legislação, normas regulamentadoras e certificadoras;
- Identificação das atividades consideradas de mais impacto potencial à biodiversidade como as atividades de implantação de florestas, colheita e transporte, identificadas na Matriz de Aspectos e Impactos Ambientais (AIA);
- Erradicação de espécies exóticas vegetais para mitigar impactos negativos na dinâmica natural de sucessão ecológica da vegetação nativa existente em áreas da empresa;
- Realização do Programa de Recuperação de Áreas Degradadas, com técnicas como nucleação e deposição de material orgânico para reestabelecer vegetação nativa.
Manejo Integrado de Pragas (MIP)
Comprometida com a sustentabilidade em todas as suas operações, a Bracell investe de forma contínua em pesquisa e desenvolvimento, aplicando alta tecnologia em equilíbrio com o meio ambiente.
Aliado a isso, a empresa aposta no controle biológico, utilizando o Manejo Integrado de Pragas e Doenças (MIPD). O uso de pesticidas químicos é realizado somente em último caso e com aplicação mínima, restrita ao local em que foi constatada necessidade, por equipe técnica especializada. Todos os produtos a serem utilizados, doses e demais recomendações são apresentadas no manual de recomendações técnicas de silvicultura.
A Bracell participa, ainda, de projetos cooperativos na área de pragas e doenças, com instituições importantes, como a Universidade Estadual Paulista (Unesp), além de grandes centros de pesquisa, como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Floresta) e Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais (IPEF). Essas ações reforçam ainda mais o compromisso da Companhia com práticas sustentáveis de manejo do eucalipto (leia mais sobre nossas práticas de gestão de uso de produtos químicos no conteúdo GRI 3-3 Gestão do tema material Água e Efluentes).
GRI 101-2 Gestão de impactos à biodiversidade
A Bracell adota uma abordagem estruturada para mitigar impactos na biodiversidade, implementando medidas preventivas em todas as operações para evitar danos ambientais. Isso inclui o uso de tecnologias sustentáveis, estudos prévios de impacto ambiental e a criação de áreas de proteção para preservar ecossistemas locais. Quando impactos são inevitáveis, a empresa aplica medidas de compensação, como a restauração de hábitats degradados.
A restauração dos ecossistemas é conduzida por programas específicos, com foco no plantio de espécies nativas, recuperação de áreas degradadas e envolvimento de comunidades locais na coleta de sementes, fornecimento de mudas e participação nos projetos. O objetivo é restabelecer a vegetação nativa, protegendo ecossistemas no curto prazo e promovendo a regeneração da fauna e dos processos ecológicos a longo prazo.
Atualmente, a Bracell possui 393 hectares em restauração em São Paulo e, na Bahia, mantém um programa contínuo com 8,5 mil hectares em processo de restauração. Além disso, a empresa participa do Pacto pela Restauração e já restaurou 30 hectares em colaboração com a SOS Mata Atlântica.
A empresa também se destaca por iniciativas de conservação além das exigências regulatórias. Na Bahia, a Bracell possui quatro Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs), essenciais para a preservação da biodiversidade no litoral norte da Bahia, e mantém quatro áreas de soltura de animais silvestres certificadas pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), onde animais reabilitados pelo Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS-BA) do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) são reintroduzidos na natureza.
O monitoramento dos impactos ambientais é realizado por meio de programas de proteção e acompanhamento de longo prazo, garantindo que não haja efeitos significativos sobre a biodiversidade. Os dados obtidos são compartilhados com universidades para a produção e validação de estudos científicos.
Em 2024, certificamos a quarta área da Bracell, na Bahia, para receber a soltura de animais e reinseri-los na natureza. Esse novo local é o primeiro no bioma Caatinga.
Conheça mais ações para deter e reverter a perda de biodiversidade no conteúdo GRI 101-1 Políticas para deter e reverter a perda de biodiversidade.
GRI 101-4 Identificação de impactos à biodiversidade
A Bracell realiza avaliações contínuas para identificar e mitigar os impactos de suas operações na biodiversidade, analisando tanto os já ocorridos e mitigados como os potenciais (leia mais no conteúdo GRI 3-3 Biodiversidade e ecossistemas). Esse processo abrange a avaliação de produtos e serviços de seus fornecedores, garantindo uma gestão ambiental abrangente e integrada.
A empresa monitora a dinâmica das espécies por meio de estudos ambientais e utiliza uma matriz de aspectos e impactos ambientais para avaliar riscos e oportunidades. Caso algum impacto seja detectado, a Companhia age prontamente para mitigá-lo ou repará-lo em colaboração com as partes envolvidas, reforçando seu compromisso com a conservação ambiental e a sustentabilidade de suas operações.
A avaliação de riscos à biodiversidade considera as áreas onde ocorrem as operações de manejo florestal, avaliando os potenciais impactos causados e propondo medidas mitigadoras e reparadoras para os impactos identificados.
Em relação às áreas de compra de madeira, todos os fornecimentos passam pelo Due Diligence System (DDS), que identifica riscos ambientais e sociais, evitando a entrada de madeira de fontes controversas. A Bracell realiza inspeções documentais e em campo, verificando a conformidade com práticas sustentáveis, como contenção de vazamentos de óleo, destinação adequada de resíduos, proibição de queimadas para limpeza e respeito às Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reservas Legais (RLs).
Em caso de não conformidade, um plano de ação corretivo é implementado e, se o desvio persistir, o fornecimento é bloqueado até que as adequações sejam realizadas. Além disso, os fornecedores assinam contratos nos quais se comprometem a seguir todas as exigências ambientais e legais (leia mais no conteúdo GRI 308-1 Novos fornecedores selecionados com base em critérios ambientais).
A rastreabilidade da madeira utilizada no processo produtivo de celulose é garantida pelo Sistema de Gestão Florestal (SGF), parte do projeto e-Forest, que cadastra fazendas e gerencia os serviços de silvicultura, colheita e transporte florestal. Dessa forma, 100% da madeira utilizada na produção de celulose é rastreável, desde as fazendas até os talhões produtivos. Toda madeira controlada também passa por avaliação temporal de conversão do uso do solo antes da compra, seguindo as diretrizes do Código Florestal Brasileiro (Lei n° 12.651/2012), que estabelece julho de 2008 como referência para análise.
Em 2024, em São Paulo, 30% da madeira utilizada foi proveniente de fontes controladas e 70% de fontes certificadas sob manejo da Bracell. Na Bahia, 10% da madeira foi de fontes controladas e 90% de fontes certificadas. No total, 73 parceiros comerciais forneceram madeira de fonte controlada para as fábricas de São Paulo e Bahia, todos auditados pela equipe da Bracell. A empresa mantém sua política rigorosa de não adquirir madeira de fontes controversas, reforçando seu compromisso com a sustentabilidade e a conservação da biodiversidade.
Saiba mais no conteúdo GRI 2-6 A Bracell.
GRI 304-1 – Unidades operacionais próprias, arrendadas ou geridas dentro ou nas adjacências de áreas de proteção ambiental e áreas de alto valor de biodiversidade situadas fora de áreas proteção ambiental
Para identificar e monitorar possíveis Áreas de Alto Valor de Conservação (AAVC), a Bracell realiza diagnósticos que avaliam os atributos biológicos, ecológicos, sociais e culturais de cada local. Com a expansão das atividades florestais, a empresa está revisando as potenciais AAVCs com base em critérios e premissas estabelecidos pela Proforest, organização sem fins lucrativos que apoia empresas, governos e outras organizações na implementação de seus compromissos com a produção e compra responsáveis de commodities agrícolas e produtos florestais.
AAVCs no estado de São Paulo
- Fazenda Nova América, em Cabrália Paulista (117,74 hectares – AVC 1): possui alta concentração de biodiversidade, incluindo espécies endêmicas, raras e ameaçadas, como a canela-sassafráz (Ocotea odorifera) e a raposinha-do-campo (Lycalopex vetulus).
- Fazenda Rio Verde, em Bauru (190,40 hectares – AVC 2): abriga o maior fragmento de Cerradão em um raio de 2 km, sendo um ecossistema crucial para a manutenção da diversidade biológica em nível regional.
AAVCs no estado da Bahia
- Fazenda Santo André, em Aramari (229,83 hectares – AVCs 1 e 3): localizada em um enclave de Cerrado entre os biomas Caatinga e Mata Atlântica, tem finalidade extrativa, com alto valor de biodiversidade, mas fora da área de proteção ambiental, abriga espécies como angelim-rasteiro (Andira humilis) e batuqueiro (Saltatricula atricollis), além de felinos como gato-do-mato-pequeno (Leopardus emiliae), gato-mourisco (Herpailurus yagouaroundi) e jaguatirica (Leopardus pardalis). Apesar de sua relevância ecológica, a área não está incluída em nenhuma lista oficial de proteção ambiental.
- Fazenda Jaboticaba, em Jandaíra (197,05 hectares – AVCs 1 e 3): Reserva de Mata Atlântica que abriga ecossistemas como floresta ombrófila densa, restinga e muçununga. Entre as espécies registradas estão Cabeça-de-frade-violeta-da-praia (Melocactus violaceus), Anambé-de-asa-branca (Xipholena atropurpurea) e Guigó-de-coimbra-filho (Callicebus coimbrai).
- Fazenda Raiz, em Água Fria (675,77 hectares – AVCs 1 e 3): localizada no agreste baiano, conserva importantes espécies da Caatinga, incluindo a única população registrada de gato-do-mato-pequeno (Leopardus emiliae), espécie de felino endêmica do Brasil.
- RPPN Lontra, nos municípios de Itanagra e Entre Rios (1.378,16 hectares – AVCs 1,2 e 3): é a maior reserva privada do litoral norte da Bahia, com alto valor de biodiversidade, abrigando uma rica diversidade herpetológica e ornitológica. Entre as espécies monitoradas estão macaco-prego-do-peito-amarelo (Sapajus libidinosus), sapo-foguete (Allobates olfersioides) e papa-taoca-da-bahia (Pyriglena atra). A área, que possui operação extrativa fora da área de proteção ambiental está inserida no Plano Nacional de Espécies Ameaçadas (PAN Preguiça-de-coleira e Ouriço-preto), reforçando sua importância na conservação da biodiversidade e na proteção de espécies ameaçadas.
Em relação às RPPN localizadas na Bahia, são realizadas operações de manejo da Bracell em áreas adjacentes. A RPPN Pedra do São José II está localizada em área de plantio de eucalipto.
A Bracell segue rigorosos protocolos ambientais para minimizar impactos e preservar os atributos ecológicos das regiões onde está inserida. A gestão inclui o monitoramento contínuo da fauna e flora, além da implementação de práticas sustentáveis para garantir a integridade dos ecossistemas e a manutenção dos serviços ambientais essenciais dessas áreas de alto valor ecológico.
RPPN Lontra
A RPPN Lontra é a maior reserva ambiental particular do litoral norte da Bahia, com 1.378,16 hectares, antigo remanescente de floresta ombrófila que abriga uma vasta biodiversidade, sendo a área com mais diversidade herpetológica e ornitológica monitorada pela Companhia na Bahia. A área está inserida no Plano Nacional de Espécies Ameaçadas, reforçando sua importância na conservação da biodiversidade.
Em 2024, construímos uma trilha ecológica na reserva para receber com acessibilidade a comunidade local para visitação agendada.
GRI 304-2 Impactos significativos de atividades, produtos e serviços na biodiversidade
Reconhecemos que nossas operações e atividade exercem impactos diretos e indiretos sobre a biodiversidade. São impactos decorrentes de nossas operações e da infraestrutura associadas às nossas operações. Os impactos são temporários e reversíveis. Entre os riscos, são mapeados impactos que possam ter efeitos indeterminados, ou seja, quando não cessam em um horizonte temporal conhecido, como perda de biodiversidade e alteração atmosférica.
A gestão desses impactos é parte de nosso Sistema Integrado de Gestão. Todos são registrados na Matriz de Aspectos e Impactos Ambientais (AIA).
Sempre que um impacto é identificado, atuamos imediatamente para repará-lo ou atenuá-lo em conjunto com as partes envolvidas, reforçando nosso compromisso com a conservação ambiental e a sustentabilidade operacional. Além de ações preventivas e mitigatórias, realizamos capacitações e comunicações com nossas partes interessadas, com foco em prevenção.
Nos comprometemos com o desmatamento zero em nossas operações desde o início de nossas atividades (leia mais em nossa Política de Sustentabilidade). Nossas operações florestais ocorrem em áreas já antropizadas, geralmente de pastagens de baixa produtividade e/ou degradadas ou previamente utilizadas por outras culturas agrícolas. Não operamos em áreas de conservação (Áreas de Preservação Permanente ou Reserva Legal) nem em solos turfosos.
| Impactos | Direto/indireto | Detalhamento |
| Perda de hábitat | Direto | Causado por operações e atividades motorizadas, transporte de trabalhadores, abertura e manutenção de estradas, reabertura de estradas sobre corpos d’água, colheita, transporte de máquinas e madeira, preparo do solo e operações silviculturais. O ruído gerado por essas atividades pode afugentar a fauna silvestre (grau de significância: médio). |
| Erosão e sedimentação em corpos d’água próximos | Direto | Decorrente do cisalhamento edáfico causado por operações motorizadas e atividades de apoio, podendo contribuir para erosão do solo (grau de significância: baixo). |
| Atropelamento de fauna | Direto | Relacionado ao trânsito de veículos e máquinas em estradas internas, podendo resultar na perda de biodiversidade (grau de significância: baixo). |
| Mudanças climáticas | Direto | Derivadas da emissão de gases de efeito estufa (GEE) provenientes das operações, como transporte, colheita, abastecimentos e aplicação aérea de inseticidas (grau de significância: alto a médio). |
| Impactos | Direto/indireto | Detalhamento |
| Poluição da água | Direto | Resultante da aplicação de pesticidas e fertilizantes no viveiro, podendo gerar efluentes e impactar a qualidade da água (grau de significância: baixo). |
| Poluição do ar | Direto | Geração de poeira devido ao transporte e operações motorizadas, afetando a qualidade atmosférica (grau de significância: médio). |
| Poluição do solo | Direto | Provocada por resíduos de manutenções, lavagem de máquinas no campo com resíduos químicos e disposição incorreta de resíduos (grau de significância: baixo). |
| Poluição por plásticos | Direto | Decorrente da geração e descarte inadequado de resíduos em atividades operacionais e administrativas (grau de significância: baixo). |
| Poluição sonora | Direto | Ruídos gerados por operações e transporte podem afugentar a fauna (grau de significância: médio). |
| Poluição química | Direto | Aplicação de pesticidas e inseticidas pode causar deriva terrestre e atmosférica, afetando plantas, fauna e a biologia do solo (grau de significância: médio). |
| Impactos | Direto/indireto | Detalhamento |
| Perda de biodiversidade |
Direto |
Todas as atividades mapeadas na Matriz de Avaliação de Impacto Ambiental (AIA) podem impactar a biodiversidade, com amplitude variando de pontual a local. O critério de probabilidade varia entre baixo e alto, e o grau de significância entre baixo e médio. Para todos os impactos, há medidas mitigadoras e de conscientização. |
GRI 304-3 Habitats protegidos ou restaurados
A Bracell conduz um programa de restauração florestal no estado de São Paulo desde 2021, reformulado em 2023 para ampliar e acelerar a recuperação ecológica. Em parceria com terceiros, protegemos e restauramos hábitats após análises ambientais e a definição de metodologias recomendadas e adequadas.
As ações seguem normativos como a Instrução Normativa 04 do Ibama e a Resolução SMA da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). A metodologia abrange a condução da regeneração natural, roçada, coroamento, aplicação de herbicidas e enriquecimento com mudas.
Desde 2015, executa o Programa de Restauração de Áreas Degradadas na Bahia, aprovado pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), com técnicas de plantio, melhoria do solo e controle de erosão. O Programa de Regularização de Áreas na Bahia inclui diagnóstico, execução e monitoramento por três anos.
Em 2024, na Bahia, 1.821 ha passaram por restauração ativa e 450 ha por controle de espécies exóticas invasoras. Em São Paulo, são 393 ha em restauração. Também, em parceria com a SOS Mata Atlântica, foram plantadas 77 mil mudas em Botucatu, Agudos e Piratininga (SP), restaurando matas ciliares e protegendo recursos hídricos.
Dos 393 hectares em processo de restauração, 0,7 ha já foram restaurados e aprovados pela Cetesb, em atendimento a uma exigência oficial. Os 30 hectares restaurados pela SOS Mata Atlântica também já atingiram os parâmetros legais e são considerados restaurados, porém ainda não possuem aprovação formal do órgão ambiental, que será solicitada ainda em 2025.
Todas as áreas em restauração, independentemente de serem exigências legais ou projetos voluntários, são monitoradas conforme os parâmetros estabelecidos na Resolução da Cetesb SMA 32, visando garantir o cumprimento dos critérios necessários.
As áreas são monitoradas por imagens de satélite e drones, permitindo identificação de ameaças e falhas no plantio. O Programa de Monitoramento da Biodiversidade avalia fauna e flora nos biomas Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga, garantindo boas práticas de manejo florestal.
Localização das áreas protegidas ou restauradas
| Área | Condição | Região | Tamanho (km2) | Status |
| RPPN Lontra | Protegida | Bahia | 13,77 | Em monitoramento de longo prazo |
| Falcão | Protegida | Bahia | 94,24 | Em monitoramento de longo prazo |
| Lua Alta | Protegida | Bahia | 60,94 | Em monitoramento de longo prazo |
| Pedra do São José II | Protegida | Bahia | 23,22 | Em monitoramento de longo prazo |
| Total Bahia | 192,17 | |||
| Área | Condição | Região | Tamanho (km2) | Status |
| Casa da Rocha | Restaurada | São Paulo | 0,24 | Em andamento |
| Nova América II | Restaurada | São Paulo | 0,001 | Em andamento |
| Recreio | Restaurada | São Paulo | 0,31 | Em andamento |
| Santa Izabel | Restaurada | São Paulo | 0,02 | Em andamento |
| São Benedito IV | Restaurada | São Paulo | 0,24 | Em andamento |
| Sossego II | Restaurada | São Paulo | 0,52 | Em andamento |
| Paraíso VII | Restaurada | São Paulo | 0,16 | Em andamento |
| Santa Mariana II | Restaurada | São Paulo | 0,0001 | Em andamento |
| Nova América II | Restaurada | São Paulo | 0,29 | Em andamento |
| Córrego do Campo | Restaurada | São Paulo | 0,23 | Em andamento |
| Monte Líbano I | Restaurada | São Paulo | 1,09 | Em monitoramento de longo prazo |
| Monte Líbano II | Restaurada | São Paulo | 0,35 | Em monitoramento de longo prazo |
| Santa Izabel | Restaurada | São Paulo | 0,01 | Em monitoramento de longo prazo |
| Dona Lourdes | Restaurada | São Paulo | 0,01 | Em monitoramento de longo prazo |
| Mamedina | Restaurada | São Paulo | 0,03 | Em monitoramento de longo prazo |
| São Luiz V Vera Cruz | Restaurada | São Paulo | 0,24 | Em monitoramento de longo prazo |
| Arataba | Restaurada | São Paulo | 0,05 | Em monitoramento de longo prazo |
| Regina | Restaurada | São Paulo | 0,03 | Em monitoramento de longo prazo |
| São Benedito IV | Restaurada | São Paulo | 0,02 | Em monitoramento de longo prazo |
| Selva | Restaurada | São Paulo | 0,04 | Em monitoramento de longo prazo |
| Corvo Branco | Restaurada | São Paulo | 0,004 | Em monitoramento de longo prazo |
| Revolta | Restaurada | São Paulo | 0,04 | Em monitoramento de longo prazo |
| Santa Branca | Restaurada | São Paulo | 0,01 | Em monitoramento de longo prazo |
| Total São Paulo |
3,8851 |
|||
Áreas protegidas ou restauradas de parceiros
| Áreas | Organização parceira | Condição | Região | Tamanho (km2) | Status |
| Projeto Riacho Mole | SOS Mata Atlântica | Restaurada | Bahia | 0,3 | Em andamento |
| Projeto Riacho Mole | SOS Mata Atlântica | Restaurada | Bahia | 0,2 | Em andamento |
| Santa Rita II, Santa Cruz e Nova América II | SOS Mata Atlântica | Restaurada | São Paulo | 30,8 | Em andamento |
| Shangrilá | Bracell e Jardim Botânico | Restaurada | São Paulo | 4,5 | Em andamento |
Prevenção e combate a incêndios florestais
Nas unidades de manejo, um dos principais riscos à biodiversidade e à integridade dos ecossistemas protegidos são os incêndios florestais. Como medida de mitigação, são construídos aceiros, doados equipamentos para prevenção e controle de incêndios à comunidade local, instaladas placas de sinalização e realizados workshops para brigadistas destinados a vizinhos e membros de comunidades locais.
A Bracell planejou sua área de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais pensando na preservação do meio ambiente, no bem-estar das pessoas e do planeta, e na sustentabilidade e competitividade dos seus negócios. A Companhia possui 39 torres de monitoramento de incêndios com câmeras de alta resolução que cobrem 76% das áreas em São Paulo e 70% na Bahia, contemplando áreas de florestas plantadas e de conservação.
Na brigada de incêndio, auxiliares de segurança patrimonial e trabalhadores florestais se dividem em dois grupos: Grupo de Ação Rápida (GAR) e Grupo de Identificação e Combate (GIC). Anualmente, no início do período crítico de incêndio, são divulgados mapas nos quais constam os pontos de captação de água que serão acessados pelos caminhões de combate a incêndios e brigadas ligeiras. Esses pontos são distribuídos de forma estratégica a fim de otimizar o tempo de abastecimento e chegada ao local da ocorrência. Durante a estação do fogo, são mantidos especialmente limpos os aceiros internos e externos, com mais atenção àqueles que margeiam áreas críticas.
Além disso, a Companhia assinou Acordo de Cooperação Técnica com o Estado da Bahia, por meio da Secretaria do Meio Ambiente (Sema), com a interveniência do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), para planejar e executar ações para prevenir e reduzir incêndios florestais.
GRI 304-4 Espécies incluídas na lista vermelha da IUCN e em listas nacionais de conservação com habitats em áreas afetadas por operações da organização
Para a classificação das espécies identificadas nos monitoramentos de biodiversidade da Bracell, utilizamos listas de proteção oficiais, legislações locais e literatura aplicável de grau de ameaça, raridade, endemismo, importância econômica e migração das espécies, entre outros parâmetros.
Para o grau de ameaça de extinção, a classificação é feita nos âmbitos internacional, nacional e estaduais. As listas de conservação utilizadas incluem:
- Lista Vermelha da IUCN (International Union for Conservation of Nature – União Internacional para a Conservação da Natureza);
- Portaria MMA nº 148/2022;
- Lista Nacional de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (Portaria MMA nº 444/2014);
- Lista Nacional Oficial de Espécies da Flora Ameaçadas de Extinção (Portaria MMA nº 443/2014);
- Lista das Espécies da Flora Brasileira Ameaçadas de Extinção (Portaria MMA nº 298/2019);
- Lista Nacional de Espécies Exóticas Invasoras (Portaria MMA nº 2.546/2020).
| Região | Nível de risco de extinção | 2022 | 2023 | 2024 | |||
| IUCN | ICMBio | IUCN | ICMBio | IUCN | ICMBio | ||
| São Paulo | Criticamente ameaçadas de extinção | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 |
| São Paulo | Ameaçadas de extinção | 9 | 5 | 0 | 5 | 10 | 5 |
| São Paulo | Vulneráveis | 8 | 8 | 9 | 8 | 9 | 8 |
| São Paulo | Quase ameaçadas | 12 | 0 | 12 | 0 | 12 | 0 |
| São Paulo | Pouco preocupantes | 0 | 0 | 625 | 0 | 643 | 0 |
| Bahia | Criticamente ameaçadas de extinção | 7 | 0 | 1 | 2 | 1 | 2 |
| Bahia | Ameaçadas de extinção | 7 | 5 | 6 | 10 | 5 | 9 |
| Bahia | Vulneráveis | 13 | 15 | 11 | 13 | 13 | 18 |
| Bahia | Quase ameaçadas | 7 | 2 | 7 | 2 | 7 | 11 |
| Bahia | Pouco preocupantes * | 252 | 250 | 252 | 250 | 1.306 | 1.080 |
* O número de espécies nesta categoria aumentou em função da realização de uma revisão da base.
Em 2024, houve aumento de 117% de espécies incluídas no reporte desse indicador. O padrão de reporte de 2023 considerou espécies ameaçadas — nas categorias criticamente em perigo, em perigo e vulnerável — e excluiu as espécies classificadas como pouco preocupantes e quase ameaçadas.
GRI 305-1 Emissões diretas (Escopo 1) de gases de efeito estufa (GEE)
O Inventário de Gases de Efeito Estufa da Bracell utiliza orientações metodológicas dispostas na versão mais atualizada da norma ABNT-NBR ISO 14064, GHG Protocol e com as metodologias de quantificação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).
O Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa é realizado de forma corporativa, contemplando as unidades fabris de celulose de São Paulo e da Bahia, e as operações florestais nesses dois estados, além do Mato Grosso do Sul.
Em 2024, as emissões fósseis da Bracell de escopo 1 representaram 43% do total e somaram 731.362,80 tCO2e, um aumento de 22,4% em comparação ao ano anterior. Esse acréscimo foi impulsionado majoritariamente pelo incremento no uso de combustíveis fósseis em nossa logística, principalmente devido ao aumento no raio do transporte de madeira das áreas de plantio até a fábrica, e crescimento expressivo no número de incêndios florestais.
Os gases incluídos no cálculo do escopo 1 de emissões são: CO2, CH4, N2O, HFCs e SF6.
| Categorias Escopo 1 | 2022 | 2023 | 2024 | |||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Emissões (tCO2e) | Percentual de representatividade (%) | Emissões (tCO2e) | Percentual de representatividade (%) | Emissões (tCO2e) | Percentual de representatividade (%) | |
| Combustão móvel | 96.418,86 | 15,7 | 121.700,47 | 20,4 | 214.992,18 | 29,4 |
| Combustão Estacionária | 356.481,66 | 58,0 | 309.539,10 | 51,8 | 296.113,67 | 40,5 |
| Resíduos e efluentes gerados | 46.321,353 | 7,5 | 596,11 | 0,1 | 13.974,3 | 1,9 |
| Fugitivas | 3.139,38 | 0,5 | 5.231,53 | 0,9 | 12.284,43 | 1,7 |
| Atividades Agrícolas | 111.079,27 | 18,1 | 155.955,17 | 26,1 | 154.586,98 | 21,1 |
| Mudança do Uso do Solo | 1.232,10 | 0,2 | 4.431,98 | 0,7 | 39.411,23 | 5,4 |
| Total | 614.672,64 | 100 | 597.454,38 | 100 | 731.362,80 | 100 |
A Bracell reporta suas emissões biogênicas de CO₂ associadas às suas operações florestais e industriais. Elas incluem a combustão de biomassa, o uso de biocombustíveis renováveis na frota logística, ocorrência de incêndios e a dinâmica natural do ciclo do manejo do eucalipto. Diferentemente das emissões de origem fóssil, as emissões biogênicas são geralmente consideradas neutras em termos de carbono no longo prazo, uma vez que derivam de biomassa renovável que, durante seu crescimento, absorve CO₂ da atmosfera.
| Emissões (tCO2e) | 2022 | 2023 | 2024 |
| Escopo 1 | 614.673,00 | 597.454,00 | 731.362,80 |
| Escopo 1 – Biogênicas | 10.415.840,85 | 10.810.512,98 | 9.156.105,51 |
Balanço de carbono
Em 2024, a Bracell emitiu 1.716.315,84 tCO₂e de emissões antropogênicas, com origem na queima de combustíveis fósseis (considerando os escopos 1, 2 e 3), 2.227.222,45 tCO₂e de emissões biogênicas LULUCF e removeu 4.119.009,65 tCO₂e por meio de suas florestas plantadas e nativas. Com isso, o balanço líquido de emissões foi de -175.471,36 tCO₂e, indicando uma contribuição positiva para o clima.
Por outro lado, em 2024 tivemos reduções consideráveis na categoria de combustão estacionária, como a diminuição no consumo de gás natural e a ampliação do uso de biomassa nos gaseificadores.
| Emissões | 2022 | 2023 | 2024 |
|---|---|---|---|
| Total (E1 + E2 + E3) | 1.555.114,00 | 1.701.669,00 | 1.716.315,84 |
| Escopo 1 | 614.673,00 | 597.454,00 | 731.362,80 |
| Escopo 2 | 5.258,00 | 9.611,00 | 13.213,63 |
| Escopo 3 | 935.183,00 | 1.094.603,00 | 971.739,41 |
| Emissões biogênicas LULUCF | 3.793.831,00 | 3.940.391,00 | 2.227.222,45 |
| Remoções biogênicas | -1.309.842,00 | -1.286.441,00 | -4.119.009,65 |
| Saldo | 4.039.103,00 | 4.355.619,00 | -175.471,36 |
| Emissões | 2022 | 2023 | 2024 |
| Total (E1 + E2 + E3) | 100% | 100% | 100% |
| Escopo 1 | 39,53% | 35,11% | 42,61% |
| Escopo 2 | 0,34% | 0,56% | 0,77% |
| Escopo 3 | 60,14% | 64,33% | 56,62% |
GRI 305-2 Emissões indiretas (Escopo 2) de gases de efeito estufa (GEE) provenientes da aquisição de energia
Nosso Inventário de Gases de Efeito Estufa utiliza orientações metodológicas dispostas na versão mais atualizada da norma ABNT-NBR ISO 14064, GHG Protocol e com as metodologias de quantificação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).
O Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa é realizado de forma corporativa, contemplando as unidades fabris de celulose de São Paulo e da Bahia, e as operações florestais nesses dois estados, além de Mato Grosso do Sul.
Em 2024, o escopo 2 representou 1% das nossas emissões totais. Tivemos um aumento de 37,5% de energia comprada do Sistema Interligado Nacional (SIN). Isso se deve a fatores como a expansão dos escritórios da MS Florestal, mais uso de energia em nosso terminal portuário e variações operacionais, como paradas das turbinas geradoras nas unidades de São Paulo e Bahia. Além disso, na unidade da Bahia, a priorização estratégica da importação de energia elétrica em substituição ao gás natural, junto a períodos de menos eficiência na área de evaporação, que limitaram o uso do licor para geração de energia, contribuíram para esse aumento.
| Categoria Escopo 2 | 2022 | 2023 | 2024 |
|---|---|---|---|
| Emissões (tCO2e) | Emissões (tCO2e) | Emissões (tCO2e) | |
| Aquisição de energia elétrica | 5.258,00 | 9.611,00 | 13.213,63 |
| Total | 5.258,00 | 9.611,00 | 13.213,63 |
Em 2024, a Bracell emitiu 1.716.315,84 tCO₂e de emissões antropogênicas, com origem na queima de combustíveis fósseis (considerando os escopos 1, 2 e 3), 2.227.222,45 tCO₂e de emissões biogênicas LULUCF e removeu -4.119.009,65tCO₂e por meio de suas florestas plantadas e nativas. Com isso, o balanço líquido de emissões foi de -175.471, tCO₂e, indicando uma contribuição positiva para o clima.
| Emissões | 2022 | 2023 | 2024 |
|---|---|---|---|
| Total (E1 + E2 + E3) | 1.555.114,00 | 1.701.669,00 | 1.716.315,84 |
| Escopo 1 | 614.673,00 | 597.454,00 | 731.362,80 |
| Escopo 2 | 5.258,00 | 9.611,00 | 13.213,63 |
| Escopo 3 | 935.183,00 | 1.094.603,00 | 971.739,41 |
| Emissões biogênicas LULUCF | 3.793.831,00 | 3.940.391,00 | 2.227.222,45 |
| Remoções biogênicas | -1.309.842,00 | -1.286.441,00 | -4.119.009,65 |
| Saldo | 4.039.103,00 | 4.355.619,00 | -175.471,36 |
| Emissões | 2022 | 2023 | 2024 |
| Total (E1 + E2 + E3) | 100% | 100% | 100% |
| Escopo 1 | 39,53% | 35,11% | 42,61% |
| Escopo 2 | 0,34% | 0,56% | 0,77% |
| Escopo 3 | 60,14% | 64,33% | 56,62% |
GRI 305-3 Outras emissões indiretas (Escopo 3) de gases de efeito estufa (GEE)
Nosso Inventário de Gases de Efeito Estufa utiliza orientações metodológicas dispostas na versão mais atualizada da norma ABNT-NBR ISO 14064, GHG Protocol e com as metodologias de quantificação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).
O Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa é realizado de forma corporativa, contemplando as unidades fabris de São Paulo e da Bahia, e as operações florestais nesses dois estados, além de Mato Grosso do Sul.
Em 2024, o escopo 3 representou das nossas emissões totais. Houve redução de 11,2% nas emissões, que se deve principalmente à redução nas distâncias médias percorridas por viagem nas exportações.
Nesse ciclo, a Bracell cobriu 10.936,50 tCO₂e de emissões geradas nos fretes marítimos destinados à Europa, por meio da aquisição das licenças de emissão exigidas pelo EU ETS (European Union Emissions Trading System) – mecanismo de precificação de carbono da União Europeia que visa reduzir as emissões de gases de efeito estufa por meio da limitação e comercialização de licenças de emissão (EUAs – European Union Allowances). Em 2024, o transporte marítimo passou a integrar o escopo do sistema. Com isso, embarcações que acessam portos europeus devem adquirir allowances proporcionais às emissões de CO₂ geradas durante suas rotas, desde a partida do Brasil.
A participação no EU ETS representa um avanço importante na gestão climática da cadeia logística da Bracell. Além de assegurar conformidade com a regulação ambiental europeia, essa medida contribui para a precificação do carbono nas operações logísticas internacionais. Indiretamente, os recursos gerados pela compra de licenças de emissão são destinados pela União Europeia a iniciativas de inovação, energia limpa e adaptação climática, contribuindo para a transição energética na região.
| Categorias Escopo 3 | 2022 | 2023 | 2024 | |||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Emissões (tCO2e) | Percentual de representatividade (%) | Emissões (tCO2e) | Percentual de representatividade (%) | Emissões (tCO2e) | Percentual de representatividade (%) | |
| Bens e serviços comprados | 114.281,440 | 12,22% | 63.152,273 | 5,77% | 47.464,05 | 4,88% |
| T&D Upstream | 24.542,906 | 2,62% | 62.808,497 | 5,74% | 61.756,05 | 6,36% |
| Resíduos sólidos da operação | 828,425 | 0,09% | 41.579,743 | 3,80% | 26.523,86 | 2,73% |
| Viagens a negócio | 541,395 | 0,06% | 547,172 | 0,05% | 364,99 | 0,04% |
| Deslocamento de funcionários | 5.103,384 | 0,55% | 12.744,223 | 1,16% | 9.603,34 | 0,99% |
| T&D Downstream | 789.995,711 | 84,47% | 913.771,498 | 83,48% | 826.027,12 | 85,01% |
| Total | 935.183,261 | 100,00% | 1.094.603,40 | 100,00% | 971.739,41 | 100,00% |
Balanço de carbono
Em 2024, a Bracell emitiu 1.716.315,84 tCO₂e de emissões antropogênicas, com origem na queima de combustíveis fósseis (considerando os escopos 1, 2 e 3), 2.227.222,45 tCO₂e de emissões biogênicas LULUCF e removeu -4.119.009,65 tCO₂e por meio de suas florestas plantadas e nativas. Com isso, o balanço líquido de emissões foi de -175.471,36 tCO₂e, indicando uma contribuição positiva para o clima.
| Emissões | 2022 | 2023 | 2024 |
|---|---|---|---|
| Total (E1 + E2 + E3) | 1.555.114,00 | 1.701.669,00 | 1.716.315,84 |
| Escopo 1 | 614.673,00 | 597.454,00 | 731.362,80 |
| Escopo 2 | 5.258,00 | 9.611,00 | 13.213,63 |
| Escopo 3 | 935.183,00 | 1.094.603,00 | 971.739,41 |
| Emissões biogênicas LULUCF | 3.793.831,00 | 3.940.391,00 | 2.227.222,45 |
| Remoções biogênicas | -1.309.842,00 | -1.286.441,00 | -4.119.009,65 |
| Saldo | 4.039.103,00 | 4.355.619,00 | -175.471,36 |
GRI 305-4 Intensidade de emissões de gases de efeito estufa (GEE)
Nosso Inventário de Gases de Efeito Estufa utiliza orientações metodológicas dispostas na versão mais atualizada da norma ABNT-NBR ISO 14064, GHG Protocol e com as metodologias de quantificação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).
O Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa é realizado de forma corporativa, contemplando as unidades fabris de celulose de São Paulo e da Bahia, e as operações florestais nesses dois estados, além de Mato Grosso do Sul.
Em 2024, a Bracell aumentou em aproximadamente 19% sua intensidade de emissões de GEE dos escopos 1 e 2 em relação ao ano de 2023. Esse acréscimo foi impulsionado, principalmente, pelo maior uso de combustíveis fósseis em nossa logística e pelo crescimento expressivo no número de incêndios florestais, além do aumento de energia comprada do Sistema Interligado Nacional (SIN) em decorrência do aumento das nossas operações
| Emissões (tCO2e) | 2022 | 2023 | 2024 |
| Escopo 1 e 2 | 0,167 | 0,174 | 0,208 |
Nota: a métrica de intensidade de emissões da Bracell considera os escopos 1 e 2 das unidades de São Paulo e Bahia, por considerar o volume de emissões de gases de efeito estufa no processo de fabricação de celulose.
GRI 305-5 Redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE)
Em 2024, não houve reduções totais. No ano, observamos, no entanto, reduções na categoria de combustão estacionária, como a diminuição no consumo de gás natural e a ampliação do uso de biomassa nos gaseificadores, além de reduções no escopo 3, que se deve principalmente à redução nas distâncias médias percorridas por viagem nas exportações.
| Unidade Operacional | Emissões totais 2023 (tCO2e) | Emissões totais 2024 (tCO2e) | Redução das emissões (tCO2e) |
|---|---|---|---|
| São Paulo Celulose | 1.204.383,06 | 1.235.985,47 | 31.602,41 |
| Bahia Celulose | 367.239,46 | 357.234,41 | -10.005,05 |
| MS Florestal | – | 123.095,97 | 123.095,97 |
| Total | 1.701.669,08 | 1.716.315,84 | 14.646,76 |
GRI 305-7 Emissões de NOX, SOX e outras emissões atmosféricas significativas
Os óxidos de nitrogênio (NOx), os óxidos de enxofre (SOx), o material particulado (MP) e os compostos de enxofre reduzido total (TRS) estão entre os poluentes atmosféricos mais críticos devido aos seus impactos diretos e indiretos sobre o clima e a saúde humana. Esses poluentes são principalmente gerados pela queima de combustíveis fósseis e processos industriais.
| Substância | Unidade | Bahia Celulose | São Paulo Celulose | Bracell | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 20221 | 2023 | 2024 | 20221 | 2023 | 2024 | 20221 | 2023 | 2024 | ||
| NOX | t | NA | 451,93 | 448,42 | NA | 2.847,74 | 3.131,48 | NA | 3.299,64 | 3.579,90 |
| SOX | t | NA | 30,47 | 39,65 | NA | 139,89 | 59,05 | NA | 170,36 | 98,70 |
| MP | t | NA | 197,30 | 199,99 | NA | 643,26 | 473,22 | NA | 840,56 | 673,21 |
| TRS | t | NA | 2,70 | 12,57 | 59,14 | 43,04 | 30,93 |
59,14 |
45,74 | 43,5 |
Notas: 1. Pela materialidade do tema, a Companhia passou a reportar os dados a partir de 2023, incluindo emissões de NOx, SO₂ e material particulado.
2. Dados consideram os reportes para EU Ecolabel e Nordic Swan para celulose kraft.
3. Compostos Orgânicos Voláteis (VOCs, na sigla em inglês) não são mensurados em emissões atmosféricas.
Essas substâncias afetam o meio ambiente e a saúde humana, contribuindo para a formação da chuva ácida, que danifica ecossistemas e estruturas, e contribui para a ocorrência de problemas respiratórios. Portanto, reforça a necessidade de controle e redução de suas emissões para mitigar seus impactos.
No estado de São Paulo, as emissões atmosféricas da Bracell foram calculadas com base nos fatores de emissão fornecidos pela Cetesb. A metodologia adotada seguiu a Decisão de Diretoria nº 10/2010/P de 12/01/2010. O cálculo das emissões foi realizado por meio da medição direta, utilizando analisadores contínuos na linha de produção. Todos os valores reportados estão expressos em t/ano.
Na Bahia, a metodologia utilizada seguiu as diretrizes da Portaria nº 18.841, de 03/08/2019, especificamente no que se refere à manutenção do plano de monitoramento das emissões atmosféricas para garantir o cumprimento dos padrões em valores de médias diárias, abrangendo TRS, MP, SOx e NOx. Também foram seguidas as disposições da Resolução Conama nº 382, de 26 de dezembro de 2006.
Assim como em São Paulo, o cálculo das emissões na Bahia foi feito por meio da medição direta, com analisadores contínuos na linha de produção. O objetivo principal é atender integralmente à Portaria nº 18.841, garantindo o monitoramento adequado das emissões e o cumprimento das normas regulamentadoras. Além disso, busca-se a meta de zero desvio no cumprimento dos parâmetros legislados.